Quando este " Verdadeiro Senhor ", propagador de uma mensagem de Paz e Esperança, visitou Portugal, o senhor primeiro ministro José Sócrates, não arranjou tempo para o atender, escondendo-se atrás das costas do Senhor Diogo Freitas do Amaral, que tem cara de padre e talvez o foi desdenhar, e do Sr. Dr. Mário Soares, que até o cachecol branco não soube colocar. terça-feira, 11 de dezembro de 2007
Ainda sobre a cimeira com África
Quando este " Verdadeiro Senhor ", propagador de uma mensagem de Paz e Esperança, visitou Portugal, o senhor primeiro ministro José Sócrates, não arranjou tempo para o atender, escondendo-se atrás das costas do Senhor Diogo Freitas do Amaral, que tem cara de padre e talvez o foi desdenhar, e do Sr. Dr. Mário Soares, que até o cachecol branco não soube colocar. segunda-feira, 10 de dezembro de 2007
E se..., em vez de...
-E se a Europa, em vez de se reunir com tiranos que não respeitam as condições ditadas pela velhinha Declaração dos Direitos do Homem, fossem a cada um desses países, e obrigassem, diplomaticamente, esses déspotas, a respeitar os Direitos Humanos?
-E se a Europa, em vez de se banquetear com Príncipes de contos de fadas, arrogantes, orgulhosos e ditatoriais, em cujos países a miséria e o sub-desenvolvimento persistem, juntasse esforços e utilizasse a coação através do apoio humanitário e moral, para fazer essas cabeças compreender, que a sua fortuna pessoal, fica tão célebre na história tanto quanto a miséria que impõem ao seu povo?
-E se a Europa, em vez de cumprimentar os auto-proclamados imperadores africanos que mantêm milhares de opositores nas cadeias a ser aterrorizados e até assassinados, se unisse e, se os esforços diplmomáticos não resultassem, utilizasse a força para assim forçá-los a dar aquilo que, para muitos desses países, será a primeiro relance de liberdade merecida, um louvor a um povo que foi historicamente calado pela infeliz colonização, e agora está sendo calado por um elemento oriundo do seu próprio povo, que, aproveitando-se do pouco desenvolvimento, que pela sua não tão distante história pode ser reconhecido, o ataca em sua própria casa, destituindo-o do pão e da alegria da vida, roubando as riquezas naturais do seu país, riquezas estas que deveriam ser deixadas em legado para as gerações futuras, para assim poderem apoiar o desenvolvimento, sendo em vez disso canalizadas para os cofres do seu Déspota, que, com um um orgulho e avidez excessivas e dementes, e acima de tudo, sem moral nem constrangimentos, esbanja com os seus e em superficialidades, o dinheiro do leite que devia alimentar as crianças do seu povo?
- Alimentem as crianças de África!
Medite sobre isto:
- Em Nairobi, Quénia, existem actualmente cerca de 120.000 crianças a viver na rua, sem qualquer tipo de apoio, obrigando-os a pedir e a roubar para meter alguma coisa na boca. O seu passatempo é a snifar cola.
F.Santos
quinta-feira, 6 de dezembro de 2007
Há quem passeie...
Há quem passeie algemado
a princípios de ignorância
e olhe com relutância para o passado de todos
quantos foram algemados.
Para o presente, olhos eivados d'inconsciente desprezo.
Os «anjos» aparecem sempre,
com o ar cãndido
das pombas que voam anilhadas e perdidas
nas tempestades
criadas artificialmente.
Há nisto um conformismo...
E, como personagens a passear
pelos jardins desertos, passam.
Criam-se situações de fogos fátuos.
Nem sequer assustam as crianças.
Os «anjos», continuam
a passear.
Ao menos, tivessem consciência
dos olhares cruzando-se; distantes nas realidades
de enganar...
Crianças...
Os palhaços, contam-se pelos dedos.
Maquilhados por natureza,
sentem
e vivem sôfregamente
e pintam-se garridamente.
Vamos rir.
Tudo está diferente, hoje.
E todos crianças,
vamos rir nos tumultos,
nas gargalhadas fáceis.
Olhares de trapezistas. Agudos.
O mundo d'artista...
Já vira a Rosa equilibrista?
Arame que a sustenta.
Corda de violino.
Tensa.
Dá-me a lição de magia.
Faz-me desaparecer entre as árvores,
cobre-me e obriga-me a saltar
vinte vezes as poldras.
Dá-me condições de poder trepar.
Extraído do livro
"Ensaio e Testemunho"
de Fernando Amaral
Nota: Coloquei este poema no meu blogue em Homenagem ao Sr. Dr. Otílio de Figueiredo, pois quando comprei este livro na sua livraria, trazia este e outros poemas assinalados, o que me levou a crer que tinha sido o saudoso activista a fazê-lo, ( devo dizer que foi o próprio que me atendeu e me sugeriu este livro para musicar, pois tinha sido essa a intenção que me levou a entrar na sua loja), implicando isto para mim, a criação de um maior valor sentimental e intelectual em relação à leitura do mesmo livro e à descoberta de um Autor Vila-realense, o que para mim foi uma benéfica novidade.
a princípios de ignorância
e olhe com relutância para o passado de todos
quantos foram algemados.
Para o presente, olhos eivados d'inconsciente desprezo.
Os «anjos» aparecem sempre,
com o ar cãndido
das pombas que voam anilhadas e perdidas
nas tempestades
criadas artificialmente.
Há nisto um conformismo...
E, como personagens a passear
pelos jardins desertos, passam.
Criam-se situações de fogos fátuos.
Nem sequer assustam as crianças.
Os «anjos», continuam
a passear.
Ao menos, tivessem consciência
dos olhares cruzando-se; distantes nas realidades
de enganar...
Crianças...
Os palhaços, contam-se pelos dedos.
Maquilhados por natureza,
sentem
e vivem sôfregamente
e pintam-se garridamente.
Vamos rir.
Tudo está diferente, hoje.
E todos crianças,
vamos rir nos tumultos,
nas gargalhadas fáceis.
Olhares de trapezistas. Agudos.
O mundo d'artista...
Já vira a Rosa equilibrista?
Arame que a sustenta.
Corda de violino.
Tensa.
Dá-me a lição de magia.
Faz-me desaparecer entre as árvores,
cobre-me e obriga-me a saltar
vinte vezes as poldras.
Dá-me condições de poder trepar.
Extraído do livro
"Ensaio e Testemunho"
de Fernando Amaral
Nota: Coloquei este poema no meu blogue em Homenagem ao Sr. Dr. Otílio de Figueiredo, pois quando comprei este livro na sua livraria, trazia este e outros poemas assinalados, o que me levou a crer que tinha sido o saudoso activista a fazê-lo, ( devo dizer que foi o próprio que me atendeu e me sugeriu este livro para musicar, pois tinha sido essa a intenção que me levou a entrar na sua loja), implicando isto para mim, a criação de um maior valor sentimental e intelectual em relação à leitura do mesmo livro e à descoberta de um Autor Vila-realense, o que para mim foi uma benéfica novidade.
quarta-feira, 28 de novembro de 2007
Já Bocage não sou!... À cova escura
Já Bocage não sou!... À cova escura
meu estro vai parar desfeito em vento...
Eu aos céus ultrajei! O meu tormento
leve me torne sempre a terra dura.
Conheço agora já quão vã figura
em prosa e verso fez meu louco intento.
Musa!... Tivera algum merecimento,
se um raio da razão seguisse, pura!
Eu me arrependo; a língua quase fria
brade em alto pregão à mocidade,
que atrás do som fantástico corria:
Outro Aretino fui... A santidade
manchei!... Oh! Se me creste, gente ímpia,
rasga meus versos, crê na eternidade!
Bocage
meu estro vai parar desfeito em vento...
Eu aos céus ultrajei! O meu tormento
leve me torne sempre a terra dura.
Conheço agora já quão vã figura
em prosa e verso fez meu louco intento.
Musa!... Tivera algum merecimento,
se um raio da razão seguisse, pura!
Eu me arrependo; a língua quase fria
brade em alto pregão à mocidade,
que atrás do som fantástico corria:
Outro Aretino fui... A santidade
manchei!... Oh! Se me creste, gente ímpia,
rasga meus versos, crê na eternidade!
Bocage
terça-feira, 27 de novembro de 2007
Em louvor do grande Camões
Sobre os contrários o terror e a morte
dardeje embora Aquiles denodado,
ou no rápido carro ensanguentado
leve arrastos sem vida o Teuco forte.
Embora o bravo Macedónio corte
coa fulminante espada o nó fadado,
que eu de mais nobre estímulo tocado,
nem lhe amo a glória, nem lhe invejo a sorte.
Invejo-te, Camões, o nome honroso;
da mente criadora o sacro lume,
que exprime as fúrias de Lieu raivoso;
os ais de Inês, de Vénus o queixume,
as pragas do gigante proceloso,
o céu de Amor, o inferno do Ciúme.
Bocage
dardeje embora Aquiles denodado,
ou no rápido carro ensanguentado
leve arrastos sem vida o Teuco forte.
Embora o bravo Macedónio corte
coa fulminante espada o nó fadado,
que eu de mais nobre estímulo tocado,
nem lhe amo a glória, nem lhe invejo a sorte.
Invejo-te, Camões, o nome honroso;
da mente criadora o sacro lume,
que exprime as fúrias de Lieu raivoso;
os ais de Inês, de Vénus o queixume,
as pragas do gigante proceloso,
o céu de Amor, o inferno do Ciúme.
Bocage
segunda-feira, 26 de novembro de 2007
Homenagem a Miguel Torga
Súplica
Agora que o silêncio é um mar sem ondas,
e que nele posso navegar sem rumo,
não respondas
às urgentes perguntas
que te fiz.
Deixa-me ser feliz
assim,
já tão longe de ti como de mim.
Perde-se a vida a desejá-la tanto.
Só soubemos sofrer, enquanto
o nosso amor
durou.
Mas o tempo passou,
há calmaria...
Não perturbes a paz que me foi dada.
Ouvir de novo a tua voz seria
matar a sede com água salgada.
Miguel Torga
Agora que o silêncio é um mar sem ondas,
e que nele posso navegar sem rumo,
não respondas
às urgentes perguntas
que te fiz.
Deixa-me ser feliz
assim,
já tão longe de ti como de mim.
Perde-se a vida a desejá-la tanto.
Só soubemos sofrer, enquanto
o nosso amor
durou.
Mas o tempo passou,
há calmaria...
Não perturbes a paz que me foi dada.
Ouvir de novo a tua voz seria
matar a sede com água salgada.
Miguel Torga
sexta-feira, 23 de novembro de 2007
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Crenças não existem. Existem estados patológicos.
-
Quando o teu pensamento estagna num lugar que aceitas como verdadeiro, não há nada, positivo ou negativo, que te inspire. Liberta-te! Acab...
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Crenças não existem. Existem estados patológicos.
-
A verdade não é aquilo que digo. A verdade não é aquilo que falo. A verdade é unica, Não compreendo a verdade.
